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Archive for the ‘Kanye West’ Category

R&B&Hip&Hop&Rap&Pop&Mix&Funk&Soul

Kanye West – My Beautiful Dark Twisted Fantasy

Ano: 2010
Nacionalidade: EUA
Gravadora: Def Jam / Roc-A-Fella
Produção: Kanye West / Vários
Duração: 68:42

My Beautiful Dark Twisted Fantasy, o quinto álbum de Kanye West, anda aparecendo em primeiro lugar na maioria das listas de fim de ano, e devo confirmar, isso não é um exagero. Quando achamos que o rapper metido a besta já provou tudo o que tinha que provar, se arriscando até em álbuns mais ousados como o antecessor 808s & Heartbreak, eis que surge a nova pérola de 2010. É reconfortante saber que ainda existem pessoas do mundo pop que se importa com as esquizofrenias sonoras sem medo de errar, e olha que West é daqueles artistas preocupadíssimos em querer provar algo. Ele mesmo várias vezes já se comparou a Michael Jackson, dizendo que nunca iria ser tão completo como o rei do pop, pois não sabia dançar e nem cantar, então teria que provar algo pelo som. My Beutiful Dark… é exatamente isso, uma avalanche sonora tão arriscada quanto concisa, um pop descontrolado e cheio de barulhinhos soltos, mas que se segura com uma produção perfeita e uma coesão de causar inveja. Kanye vai delongando as suas canções até extrair todas as possibilidades que as harmonias poderiam provocar. Daí nasce músicas tão completas que juntas formam um disco não só grandioso como também fenomenal. Os samplers de “Power”, as batidas de “All of the Lights”, as participações de “Monster”, a beleza de “Runaway”, a distorção de “Hell of a Life” e a melancolia de “Blame Game”, são só um exemplo de que as seis melhores faixas do ano poderiam ser todas de Kanye West.

Robyn – Body Talk

Ano: 2010
Nacionalidade: Suécia
Gravadora: Interscope / Konichiwa
Produção: Klas Åhlund / Outros
Duração: 61:39

O pop entregue e açucarado de Robyn não é o meu favorito, mas é inegável que Bady Talk (a junção completa de três miniálbuns que a cantora sueca lançou durante todo o ano) é um disco caprichado e poderoso. Repleto de hits dançantes, mas com temáticas e arranjos melancólicos, a moça destila atitude e personalidade, o que fica muito claro com a letra marcante de “Don’t Fucking Tell Me What to Do” e o sintetizador energizante de  “Dancing On My Own”. O resto das faixas trata de seguir o mesmo ritmo, garantindo o sucesso do disco. Esqueçam essas divas pop que aparecem a exaustão nas rádios e na tv, a cantora pop do ano é Robyn. As pistas de dança estão à disposição.

Girl Talk – All Day

Ano: 2010
Nacionalidade: EUA
Gravadora: Illegal Art
Produção: Gregg Gillis
Duração: 71:00

O rei do mashup está de volta! Gregg Gillis mais uma vez volta da mesma forma que sempre veio, misturando tudo e todos e mostrando mais uma vez que é o melhor no assunto. Contra o rapaz pesa o fato da repetição de fórmula, até quando as misturas de músicas conhecidas surpreenderão o ouvinte? Afinal, se em Night Ripper, de 2006, a sonoridade era algo deliciosamente novo, este All Day corre o risco de ser abandonado por aparentar forçar a barra. Acontece que as misturas de Gillis são tão perfeitas e concisas que dificilmente não nos surpreenderemos mais uma vez. Para grudar ainda mais, o novo disco é o que apresenta o maior número de canções clássica e conhecidas. Para se ter uma ideia, na faixa “Jump on Stage” é possível ouvir misturas de Big Boi com Portishead, “Creep”, do Radiohead, e outra mistura de Beastie Boys com Iggy Pop. Sem contar que o disco começa com “War Pigs”, do Black Sabbath e termina com “Imagine”, do John Lennon, tornando o disco mais nostálgico de Gregg Gillis. Dessa maneira, o Girl Talk pode não conseguir reinventar outra fórmula para a sua música, mas reinventa todas as outras músicas disponíveis no mercado.

Das Racist – Shut Up, Dude / Sit Down, Man

Ano: 2010
Nacionalidade: EUA
Gravadora: Greedhead / Mishka
Produção: Das Racist
Duração:

E por falar em mixtapes… Pense rápido: um trio de rap vindo do Brooklyn, que tem como ponto forte as suas letras bem humoradas e sarcásticas, e a utilização de samplers intermináveis para construir a sua sonoridade. Provavelmente todos lembrarão dos Beastie Boys, mas o trio da vez é o Das Racist, que no mesmo ano lançou dois ótimos álbuns. Lançado primeiro, Shut Up, Dude, seleciona canções mais agitadas e de humor pegajoso, como a música que lançou o trio: “Combination Pizza Hut and Taco Bell”, uma canção besta, mas com claras referências ao consumismo norte-americano. Já Sit Down, Man é centrado em letras  de crítica social, colocando a banda em duas características diferentes, mas com o mesmo humor e afinidade. Em ambos os álbuns encontramos rimas espertas embaladas por ritmos leves de samplers marcantes, garantindo a banda em um alto posto no rap despretensioso feito para divertir.

 

 

Cee-Lo Green – The Lady Killer

Ano: 2010
Nacionalidade: EUA
Gravadora: Elektra
Produção: Vários
Duração: 45:49

The Lady Killer, o terceiro álbum do figurão Cee-Lo Green, ficará marcado pelo lançamento do single “Fuck You”, que quando vazou foi cercada por uma empolgação descontrolada de quem a ouvia. A empolgação tinha motivos, a música certamente é uma das melhores do ano, bem embalada, com letra engraçada e ritmo contagiante (e quem não gosta de cantar bem alto “fuck you!”?). Mas quando chega o disco as coisas mudam um pouco de direção. The Lady Killer passa longe da maravilha que era o single e se torna o álbum típico de canção acima do disco, e olha que não é a primeira vez que isso acontece com o cantor, quando o mesmo passou pelo hype da música “Crazy” em seu projeto paralelo Gnarls Barkley. Porém, se o novo disco não impressiona, pelo menos não falha. É uma obra correta, bem feita, e só de haver uma voz como a de Cee-Lo já é o suficiente para garantir uma boa audição. Tente não cair na tentação de ir passando as faixas até chegar em “Fuck You” novamente.

E Mais:

John Legend & The Roots – Wake Up!

O encontro de John Legend e The Roots possui ótimos momentos, como abertura de “Hard Times”, de Curtis Mayfield, quando uma competente banda se reúne com uma bela voz. Porém, uma concentração de baladas melosas e outras faixas menos inspiradas no recheio mantém o álbum irregular. Cotação: 3.0/5.0

Curren$y – Pilot Talk II

Pilot Talk II não possui tantas músicas marcantes quanto a primeira versão lançada pelo novato Curren$y ainda este ano, mas continua na mesma leveza e facilidade de composição. O rapper desliza as suas rimas de forma agradável e confirma mais uma vez que tem futuro. Cotação: 3.5/5.0

Die Antwoord – $O$

O rap de imagem do grupo sul-africano Die Antwoord chegou a passar por alguns momentos hypes devido aos seus vídeos estranhos, toscos e polêmicos, o que serviu de curiosidade para ouvir o primeiro álbum intitulado $O$. Mas na hora do vamos ver mesmo, as faixas frenéticas e cheias de batidões mostram mais perdição e confusão do que novidade. Uma perda de tempo extremamente irritante. Cotação: 1.5/5.0

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