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Archive for the ‘Woods’ Category

Ou… apenas continuações.

Teenage Fanclub – Shadows

Ano: 2010
Nacionalidade: Escócia
Gravadora: PeMa / Merge
Produção: Teenage Fanclub
Duração: 47:54

Shadows, o nono álbum do Teenage Fanclub, segue na mesma linha de maturidade do álbum antecessor (Man-Made, de 2005). O novo disco mais uma vez comprova que os integrantes da banda estão de fato na casa dos 40 anos de idade. Para quem vive de Bandwagonesque e Grand Prix (dois dos maiores discos da banda lançados no começo da década de 1990) deve passar um pouco longe de Shadows e de sua falta de agressividade e empolgação jovem. Porém, se agora o Teenage Fanclub faz som de gente grande e civilizada, isso não quer dizer que seja uma decepção. Os riffs de guitarra são substituídos por arranjos delicados em uma sonoridade calma e agradável. Pode parecer entediante (como as vezes realmente é), mas como um todo é um álbum de boas faixas, esperançoso e de qualidade. Eles cresceram, e são sinceros com o momento que passam.

Band Of Horses – Infinite Arms

Ano: 2010
Nacionalidade: EUA
Gravadora: Brown / Fat Possum / Columbia
Produção: Band Of Horses / Phil Ek
Duração: 45:17

Depois de um surgimento promissor com o belo álbum de estréia Everything All The Time em 2006, o Band Of Horses vem sendo esquecido e deixado de ser sensação indie aos poucos. O segundo álbum, Cease To Begin, de 2008, ainda mostrava alguns momentos de maior desafio sonoro, até que este Infinite Arms comprova o caminho de decadência da banda. Hoje, depois de trocarem a Sub Pop pela Columbia e de terem Phil Ek como produtor, até por força de expressão a banda não pode mais ser considerada indie. Parece ter sido uma escolha do grupo, largar de mão de buscar coisas novas e desafiadoras para se entregar a baladas fáceis e irritantemente adocicadas. Algumas músicas se salvam, e de forma até irregular, como o rock forasteiro de “Compliments”, mas até você tentar tomar gosto pela coisa já foi embriagado por uma porção de baladas e conversinhas dispensáveis sobre o amor.

The Futureheads – The Chaos

Ano: 2010
Nacionalidade: Inglaterra
Gravadora: Nul / Dovecote
Produção: The Futureheads / David Brewis / Youth
Duração:40:11

The Chaos, o quarto álbum do The Futureheads, sai totalmente da calmaria de Shadows e da melancolia decadente de Infinite Arms. Para quem conhece a banda deve saber do seu lado sempre pra cima, animado e juvenil, com o punk, o power pop e a bandeira da Inglaterra estampado na testa. Acontece que desde a estréia promissora com o debut em 2004, o grupo anda no piloto automático. Apesar do clima festivo, pouca coisa relevante sai das onze faixas do disco. Existe sim alguns esforços aqui e ali (como na derradeira “Jupiter”), mas nada realmente marcante e substancial. O The Futureheads segue no piloto automático.

Woods – At Echo Lake

Ano: 2010
Nacionalidade: EUA
Gravadora: Woodsist
Produção: Woods
Duração: 29:29

Os nova-iorquinos do Woods apareceram bastante na cena indie do Brooklyn no ano passado depois de terem lançado o ótimo Songs Of Shame, o quarto álbum da banda que finalmente despertou a mesma para um público mais abrangente. Logo, o sucessor At Echo Lake, apesar de não ser caracterizado como o “drama do segundo disco”, soa como tal. Songs Of Shame aparecia como novidade, embalado ao melhor estilo freak que misturava muitíssimo bem camadas da música folk com o lo-fi. Atitude que o novo disco se distancia, mas que ganha notoriedade por fazer boas canções coesas sem perder a identidade. At Echo Lake evidentemente não tem a mesma força de seu antecessor, mas é uma continuação agradável e digna. Destaque para as belas faixas “Blood Dries Darker” e “Mornin’ Time”.

Tunng – …And Then We Saw Land

Ano: 2010
Nacionalidade: Inglaterra
Gravadora: Full Time Hobby
Produção: Mike Lindsay
Duração: 47:27

Pouco me atrai a folktronica da banda inglesa Tunng, não por ser considerada uma banda ruim (são competentes no que fazem), mas por nunca saírem da zona de conforto que é gravar discos agradáveis, tranquilos e medianos. Logo, nunca sairemos revoltados com um álbum da banda, que sabe ocupar o tempo, mas por pouco tempo. O quarto disco do grupo, …And Then We Saw Land, é mais do mesmo (e até um pouco mais calmo e confortável). Não decepciona e até emociona em algumas passagens, mas que desperta a curiosidade para no máximo uma audição, para logo mais ser esquecido e enterrado em alguma lacuna de seu cérebro.

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